Artigo JIU JITSU – Mudança de equipe

31 jan

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Ontem um amigo me escreveu e falamos sobre um assunto polêmico, a mudança de uma academia para outra. É um momento muito delicado para ambos os lados. Do atleta que toma essa decisão e do professor que recebe a notícia. Existe um termo criado há muito tempo, pelo Grande Mestre Carlson Gracie, que é o chamado CREONTE, designação que ninguém quer ser rotulado assim. Mas existem muitos fatores que podem levar um lutador a mudar para outra academia, uma dificuldade de acertar os horários, tempo de locomoção, questão financeira e até assuntos particulares que por algum motivo quebram a ligação entre academia e atleta ou professor e atleta. Muitos motivos podem levar um atleta a querer mudar de academia, mais eu acredito que uma conversa com o professor antes de tomar uma decisão pode evitar muitos problemas, e interpretações erradas por ambas as partes depois de serem esclarecidas evitam uma saída da equipe precipitadamente. Já aconteceu comigo, faz parte da vida de uma academia, alunos que partem, alguns até voltam, isso acontece. O mais importante, creio eu, é o atleta falar primeiro com o professor, explicar seus motivos, talvez o problema ou o descontentamento com algo possa ser resolvido, o professor deve ser o primeiro, a saber, da saída de um atleta. Saber por outros é o pior de tudo. O professor também tem que entender que certos fatores são realmente impeditivos para o atleta continuar na academia, imposições profissionais de horários por exemplo. E até mesmo por afinidades pessoais, cada um tem seu perfil, aspirações e objetivos. Cada atleta tem de buscar o que acredita ser o melhor para si. E o professor tem de respeitar a escolha do atleta. Nenhum professor gosta de ver um aluno indo para outra academia, mas tem de entender e respeitar a sua partida, às vezes só ele saindo, para depois dar valor a sua academia e despertar a vontade de voltar, também já vivenciei essas situações. Muitas vezes os atletas são colocados numa situação muito complicada, do tipo, “ou treina aqui ou não treina Jiu Jitsu!”. Acho complicado este extremismo, cada caso é um caso, tanto o atleta como o professor sabem de seus atos e conseqüências. Acredito que quanto mais essas questões forem bem resolvidas e conversadas entre as partes, cada vez menos ouviremos a palavra “Creonte”. Existe também a necessidade do professor estar sempre avaliando sua aula, metodologia de ensino, qualidade da aula. O professor tem a obrigação de estar sempre buscando melhorar sua aula para manter o interesse dos alunos, a vontade de treinar, manter a equipe unida. Uma auto-crítica sempre é importante. Avaliar nossas próprias atitudes e condutas, sempre é um bom buscar a evolução de nossas aulas para o progresso das nossas equipes. Bons treinos!! OSS!

Luiz Dias, Líder da GAS JJ
www.geracaoartesuave.com.br Instagram: @luizdiasbjj
twitter: @gasjj

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